Desvende o colesterol: o que cada tipo significa para sua saúde

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O colesterol realiza mais do que apenas um trabalho vital: a substância semelhante à gordura é um alicerce para os ácidos intestinais que digerem os alimentos, ajuda a manter as…

O colesterol realiza mais do que apenas um trabalho vital: a substância semelhante à gordura é um alicerce para os ácidos intestinais que digerem os alimentos, ajuda a manter as paredes celulares saudáveis ​​e permite que o corpo produza a vitamina D necessária. No entanto, como a maioria das coisas na vida, ele também pode ser um pouco problemático.

Um estudo publicado na revista científica Circulation em 2015 descobriu que a cada década que alguém vivia com colesterol “ruim” alto, as chances de sofrer um ataque cardíaco ou derrame aumentavam 40% acima do nível normal de risco. Mas, engana-se quem pensa que não é possível ter controle sobre o colesterol. Escolhas simples e cotidianas podem ter um impacto real na saúde cardiovascular.

OS DIFERENTES TIPOS – Tudo o que é necessário para verificar seu colesterol é um exame de sangue. Dessa forma, você obterá resultados para dois tipos de lipoproteínas (combinações de proteínas e lipídios) viajando pela corrente sanguínea: as lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e as lipoproteínas de alta densidade (HDL), respectivamente o colesterol “ruim” e o colesterol “bom”.

As lipoproteínas de baixa densidade (LDL) combinam-se com outras substâncias para formar placas pegajosas (ateromas) nas paredes dos vasos sanguíneos, o que contribui para bloqueios e o estreitamento das artérias que podem danificar seu funcionamento. Quanto menor sua taxa, melhor.

Enquanto que as lipoproteínas de alta densidade (HDL), por outro lado, agem como um coletor de lixo no sangue, captando o LDL e enviando-o ao fígado para ser decomposto e excretado do corpo. Ou seja, ele protege o revestimento das artérias. Logo, quanto mais alta sua taxa, melhor.

Há outro resultado que aparecerá no exame de sangue: os triglicerídeos, lipídios feitos de calorias extras que seu corpo não precisa imediatamente. Eles são armazenados em células adiposas para serem usados ​​posteriormente como energia. Mas, atenção: quando a taxa de triglicerídeos fica muito alta, isso contribui para o acúmulo de placa arterial. Pessoas com triglicerídeos elevados correm maior risco de desenvolver uma doença cardíaca, mesmo que seus níveis de HDL e LDL sejam perfeitos.

NÍVEIS CRESCENTES – Para muitas pessoas, os principais fatores de risco para colesterol alto e triglicerídeos são uma dieta pouco saudável e a falta de exercício. No entanto, a idade também conta. À medida que você envelhece, seu fígado não é tão eficiente na remoção de LDL da corrente sanguínea, então os níveis tendem a subir. Ao mesmo tempo, a queda dos níveis de estrogênio durante a menopausa diminui o HDL e o LDL das mulheres. Medicamentos como pílulas anticoncepcionais também podem elevar os triglicerídeos.

Algumas pessoas nascem com níveis de colesterol fora do normal, graças a mutações genéticas conhecidas como hipercolesterolemia familiar. Quer dizer que se o colesterol alto é genético não é preciso se preocupar? Não, pelo contrário. É preciso ser mais agressivo ao tratá-lo. Mulheres com hipercolesterolemia familiar que não tomam medicamentos para baixar o colesterol têm maior risco de ataque cardíaco antes dos 60 anos.

COMO CONTROLAR – Se o seu colesterol não estiver na faixa normal, a adoção de alguns hábitos saudáveis ​​pode ser um caminho para regulá-lo. Logo, crie uma rotina de exercícios que você possa seguir. Afinal, o exercício físico é a melhor maneira de aumentar o HDL útil e reduzir os triglicerídeos. De preferência, invista em 150 minutos de exercício aeróbico moderado ou 75 minutos de atividade de alta intensidade por semana.

Em termos de dieta, tente limitar carboidratos refinados e gorduras saturadas (especialmente em alimentos processados ​​e fritos). Consumir muito açúcar e outros carboidratos refinados aumenta os níveis de triglicerídeos, enquanto a gordura saturada aumenta o LDL. Em vez disso, concentre-se alimentos ricos em nutrientes e proteínas magras. Aposte em legumes, grãos integrais e frutos do mar frescos.

Itens específicos comprovados para reduzir o LDL também são bem-vindos. Isso inclui aveia, cevada, feijão, nozes e peixes gordurosos – como salmão ou atum albacora. E, claro, existem medicamentos chamados estatinas que podem aumentar o HDL e reduzir significativamente o LDL. Recomendados pelo médico, eles geralmente são necessários para pessoas que precisam reduzir seus níveis de LDL pela metade ou mais.

E não se esqueça: o colesterol é um dos fatores mais controláveis em relação à saúde do coração. Cuide-se!

Fontes:

Portal Dráuzio Varella – https://drauziovarella.uol.com.br

Portal Ministério da Saúde – http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/

Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) – https://www.endocrino.org.br

Harvard Medical School – https://www.health.harvard.edu/

Cardiol – Portal Prevenção | Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) – http://prevencao.cardiol.br/

Circulation Journal – https://ahajournals.org/journal/circ




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