O que seus arrotos podem contar sobre sua saúde

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A verdade é uma só: todo mundo arrota. Sim, às vezes, pode ser incômodo – e potencialmente embaraçoso. Mas, arrotar normalmente não é sinal de algo sério. Quer dizer, a…

A verdade é uma só: todo mundo arrota. Sim, às vezes, pode ser incômodo – e potencialmente embaraçoso. Mas, arrotar normalmente não é sinal de algo sério. Quer dizer, a menos que seja acompanhado por outros sintomas gastrointestinais. Confira abaixo uma tradução do que seus arrotos podem estar tentando lhe dizer.

VOCÊ ACABOU DE TERMINAR UMA REFEIÇÃO ENORME – Refeições incrivelmente grandes são uma receita para problemas gastrointestinais, incluindo arrotos excessivos. Um adulto normal pode consumir confortavelmente de 1 a 1,5 litros de alimentos e líquidos por refeição. Agora, precisando de ajuda extra, o estômago poderá se expandir para acomodar o banquete. Para a maioria das pessoas, a capacidade máxima chega a 3 ou 4 litros. A questão é que quando você come refeições maiores, aumenta a pressão no estômago, cujo gás não tem para onde ir além do esôfago e depois boca.

VOCÊ ESTÁ COMENDO RÁPIDO DEMAIS – É normal ingerir ar quando você está comendo. Mas, se você estiver comendo rápido demais (ou comendo e tagarelando ao mesmo tempo) poderá estar engolindo mais ar do que o normal. Isso pode fazer você arrotar muito. Comer devagar lhe ajudará a reduzir essas interrupções barulhentas.

VOCÊ PODE TER REFLUXO ÁCIDO – Quando arrotar anda de mãos dadas com a azia, o refluxo ácido pode ser o culpado. Todo alimento segue o caminho boca, faringe, esôfago e estômago. No entanto, no caso do refluxo gastroesofágico (DRGE), o ácido gástrico – responsável pela digestão dos alimentos – sobe involuntariamente pelo estômago e atinge o esôfago como se fosse sair pela boca. Demais sintomas de DRGE incluem tosse seca crônica, rouquidão, dor no abdômen ou no peito, entre outros.

Para ver se seus sintomas melhoram, tente limitar a cafeína, o álcool, os refrigerantes, os sucos e as frutas cítricas e os alimentos apimentados e gordurosos, além de comer várias refeições menores – em vez de um grande café da manhã, almoço e jantar.

VOCÊ PODE TER GASTRITE – Arrotar também pode ser um sintoma de gastrite (inflamação aguda ou crônica do revestimento do estômago), especialmente se também tiver azia, queimação e uma dor na “boca do estômago” que irradia para outras regiões do corpo. A propósito, muitas coisas podem irritar o revestimento do estômago, incluindo infecções, excesso de álcool, alimentos apimentados, tabagismo e uso prolongado de anti-inflamatórios. Na dúvida, converse com um médico sobre seus sintomas para identificar a causa e o melhor tratamento – que pode envolver desde antiácidos, antagonistas H2, inibidores da bomba de prótons até antibióticos.

VOCÊ PODE TER TRANSTORNO DA RUMINAÇÃO – Se você arrotar e acabar regurgitando um pouco de comida não digerida na boca, sem gosto ruim e com frequência, poderá ter algo chamado de transtorno da ruminação. Pessoas com essa condição cospem comida não digerida ou parcialmente digerida na boca após a maioria das refeições. Acredita-se ser um hábito inconsciente que envolve a contração dos músculos ao redor do abdômen.

A ruminação é vista com mais frequência em bebês e em pessoas com problemas emocionais e/ou relacionados à saúde mental, mas também pode ocorrer em jovens e adultos saudáveis. Se você tiver esses sintomas, converse com um profissional. Psicólogos podem ensinar técnicas para aplicar antes e depois das refeições com o objetivo de ajudar a manter o transtorno da ruminação à distância de você.

Fontes:

Portal Ministério da Saúde – http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/

Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG) – http://www.fbg.org.br/

Harvard Medical School – https://www.health.harvard.edu/

Portal Dráuzio Varella – https://drauziovarella.uol.com.br

Journal of Neurogastroenterology and Motility – http://www.jnmjournal.org/

BVS Atenção Primária em Saúde – https://aps.bvs.br/

U.S. National Library of Medicine | National Institutes of Health  – https://www.ncbi.nlm.nih.gov/




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